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Cientistas descobrem exoplaneta gigante quase tão quente quanto o Sol

O exoplaneta KELT-9b (à direita) orbita em torno da estrela KELT-9 (à esquerda)
A descoberta do mais quente exoplaneta gigante já encontrado no universo foi apresentada em estudo publicado na Nature nesta segunda-feira (5). A temperatura deste planeta, gerada pela radiação ultravioleta da estrela na qual ele orbita, é tão alta que sua atmosfera pode estar sendo evaporada, enquanto uma cauda de gás brilhante é formada.

O estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Ohio e de Vanderbilt, ambas dos Estados Unidos, aponta que a temperatura do KELT-9b, como foi batizado o exoplaneta, é de aproximadamente 4.327°C, mais quente que a maioria das estrelas e apenas 926°C mais frio que o próprio Sol.
Esta elevada temperatura se dá por conta da intensa onda de raios ultravioletas gerada pela estrela KELT-9, que é o "Sol" deste planeta.

Para Keivan Stassun, da Universidade de Vanderbilt, esta estrela, que é cerca de 2,5 maior e duas vezes mais quente que o nosso Sol (com temperatura de 9.896ºC), gera um calor tão forte no exoplaneta que pode fazê-lo "evaporar completamente". Além disso, esta alta temperatura impede que moléculas como as de água, dióxido de carbono e metano ali se formem.

"KELT-9 irradia tanta radiação ultravioleta que pode evaporar completamente o planeta. Ou, se os planetas gigantes de gás, como o KELT-9b, possuírem núcleos sólidos e rochosos, como sugerem algumas teorias, o planeta pode ser reduzido a uma rocha estéril, como Mercúrio", afirmou.
Com uma translação de apenas 36 horas e uma órbita próxima a da estrela, o planeta poderá, no futuro, diz o estudo, ser "engolido" pela estrela. Isso ocorrerá caso esta venha a se expandir, o que é provável que aconteça "em cerca de um bilhão de anos".


Um novo enfoque para estudos de exoplanetas

Apesar do foco da comunidade astronômica em encontrar exoplanetas potencialmente habitáveis, a descoberta do KELT-9b, para os cientistas, ajudam a melhorar o entendimento sobre planetas que orbitam em torno de estrelas massivas e super quentes. Este conhecimento, ressaltam os cientistas, ainda é limitado, devido ao pequeno número de observações similares anteriores.
"A comunidade astronômica está claramente focada em encontrar planetas parecidos com a Terra, que orbitem em estrelas pequenas e mais frescas, como o nosso Sol. Eles são alvos fáceis e há muito o que pode ser aprendido sobre planetas potencialmente habitáveis orbitando estrelas de baixa massa em geral", diz Scott Gaudi, da Universidade Estadual de Ohio.
"Por outro lado, pelo fato de a estrela KELT-9 ser maior e mais quente do que o Sol, ela complementa esses esforços e nos ajuda a entender como os sistemas planetários se formam em estrelas quentes e maciças".

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