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Vídeo: “Carro voador” elétrico faz seu primeiro voo de teste na Alemanha

Os carros voadores, esse sonho imortal para futuristas que sempre parece estar a cinco anos de distância, podem estar um pouco mais perto da realidade do que imaginamos. Diversos protótipos têm sido exibidos recentemente e muitos investidores têm apostado suas fichas em projetos dignos dos Jetsons.

Enquanto cada vez mais pessoas compram a ideia de que no futuro próximo estaremos circulando entre telhados em drones privados, a Lilium Aviation anunciou recentemente um marco importante. Na última semana, a empresa realizou o primeiro voo de teste de seu protótipo totalmente elétrico, com decolagem e aterrissagem verticais (VTOL, do inglês vertical take-off and landing) e de dois lugares.

Em um vídeo fornecido pela startup, com sede em Munique, na Alemanha, a aeronave pode ser vista decolando verticalmente como um helicóptero e seguindo em frente usando suas asas (o voo, de fato, acontece a partir de 1 min):



A máquina é alimentada por 36 motores a jato separados montados em suas asas de 10 metros de comprimento através de 12 abas móveis. Na decolagem, as abas são apontadas para baixo para que ela possa subir na vertical. E, uma vez que esteja no ar, as abas gradualmente se inclinam para uma posição horizontal, dando impulso para a frente.

Aviação elétrica

Durante os testes, o jato foi pilotado remotamente, mas seus operadores garantem que seu primeiro voo tripulado está próximo. A Lilium afirma que sua bateria elétrica “consome cerca de 90% menos de energia do que drones”, permitindo que a aeronave tenha um alcance de 300 km com uma velocidade máxima de cruzeiro de 300 km/h.

Em muitos aspectos, a aviação elétrica ainda está engatinhando. Carros elétricos com baterias de mais de 1300 J geralmente chegam a percorrer cerca de 480 km por carga. Atualmente, o avião elétrico mais sofisticado mal consegue voar durante uma hora a 160 km/h – e isso sem a decolagem e aterrissagem verticais. Porém, Patrick Nathen, co-fundador da Lilium Jet e chefe de cálculo e design da startup, disse que a tecnologia da sua bateria vai resolver esse problema.

“É a mesma bateria que você pode encontrar em qualquer Tesla”, disse Nathen em entrevista ao portal The Verge. Segundo ele, o diferencial está nas asas, que tornam seu avião muito eficiente. “Em comparação com outros voos, temos um consumo de energia extremamente baixo”.

Nathen acrescenta que a Lilium dá grande ênfase à segurança. Enquanto trabalham para que sua aeronave seja pilotada de forma autônoma, a startup pretende usar pilotos humanos. Haverá paraquedas a bordo e um sistema impedirá que o piloto realize manobras ou pilote a aeronave além de parâmetros de voo seguros.

Futuro dos sonhos

O plano é, eventualmente, construir uma versão do jato para cinco passageiros – realizando os sonhos daqueles que imaginam uma versão de carro voador para família toda. Naturalmente, a empresa também imagina seus aviões sendo usados ​​em áreas urbanas como um serviço sob demanda: pegue seu smartphone, reserve um lugar e se dirija a àrea de lançamento mais próxima, que pode ser encontrada no nível da rua ou em um telhado nas proximidades. Ou seja: um Uber, mas para carros voadores.

Afirmando que este não será apenas outro modo de transporte de luxo para os super-ricos, Nathen insiste que o objetivo é ter um custo baixo o suficiente para que todos possam usá-lo. Uma corrida de 55 minutos de táxi de Midtown Manhattan para o aeroporto JFK, custando US$ 55, se tornaria um voo de 5 minutos em um jato da Lilium, por cerca de US$ 6.

Se parece algo fantástico, é porque é. Os carros voadores não são exatamente nossa opção mais realista. Inventores têm perseguido a ideia por décadas sem chegar muito longe. Muitos faliram, e alguns morreram, tentando transformar seus sonhos febris em realidade. Muitas coisas em carros voadores os tornam impraticáveis, não resolvendo nenhum problema para os seres humanos normais ou sequer sinalizam um impacto significativo no futuro distante.

Mas isso não impede muitos de tentar e, com melhores materiais, sistemas de navegação autônomos e outros avanços técnicos, dezenas de investidores estão convencidos de que estamos finalmente muito próximos de ver carros voadores – ou, pelo menos, pequenos aviões elétricos.

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