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O que já se sabe sobre o jovem desaparecido no Acre após deixar livros criptografados

O caso que envolveu desaparecimento de Bruno de Melo Silva Borges, de 24 anos, no Acre, deixou muitas pessoas intrigadas. A situação foi noticiada até mesmo em veículos de mídia internacionais. Não é só o desaparecimento que chama a isso atenção, mas, também, o fato de Bruno ter deixado 14 livros criptografados, paredes com mensagens e símbolos gnósticos e uma estátua do filósofo Giordano Bruno, da Idade Média, orçada em R$ 7 mil, antes de sumir. A Polícia Civil do Acre investiga o caso.

Há muitas informações espalhadas nas redes sociais sobre este caso. Desta forma, o artigo a seguir busca reunir tudo o que se sabe sobre o desaparecimento do jovem.

Como Bruno desapareceu


A Polícia Civil crê que Bruno Borges tenha saído de casa de forma voluntária. Sendo assim, imagina-se que ele retorne em breve.

Em entrevista ao G1, a psicóloga Denise Borges, mãe de Bruno, contou que ela e o marido viajaram durante mais de 20 dias. Este foi o período utilizado pelo estudante para fazer as modificações no quarto.

Na segunda-feira (27), quando retornaram, o pai dele, o empresário Athos Borges, percebeu o desaparecimento ao entrar no quarto. Móveis convencionais, como a cama, não estavam mais no local.

A irmã mais velha de Bruno, Gabriela Borges, contou que não entrou no quarto durante a viagem dos pais para não ferir a privacidade do jovem. Além dela, Rodrigo Borges, irmão gêmeo de Bruno, também estava na residência durante a ausência de Denise e Athos.

Bruno saiu de casa com um celular, um HD externo e algumas peças de roupas. O aparelho de telefonia está desligado e, por isso, não pode ser rastreado.

O que Bruno dizia


Postagem feita pelo jovem no Facebook recebeu comentário sobre a semelhança física entre o jovem e o filósofo Giordano Bruno

De acordo com a entrevista cedida ao G1, Denise afirmou que o filho trabalhava em seus livros há algum tempo. Bruno pediu a ajuda da mãe para custear a produção.

Denise propôs financiar os livros caso a temática fosse compartilhada com ela, mas ele não aceitou. Após alguns encontros e debates sobre os livros, o médico oftalmologista Eduardo Veloso, primo de Bruno, decidiu custear a produção dos livros e transferiu a quantia de R$ 20 mil para a conta de Bruno.

Dois amigos de Bruno disseram, à polícia, que o rapaz já havia manifestado, anteriormente, o desejo de se isolar durante algum tempo. No entanto, ele não revelou para onde iria. Outras mensagens deixadas por ele indicam essa intenção.

O que dizem os escritos


Os livros criptografados foram recolhidos Polícia do Civil do Acre, que investiga o caso. Foi descoberto, posteriormente, que Bruno deixou uma chave para decodificação dos códigos.
Apesar disso, imagens do quarto e dos livros foram veiculadas na internet sem a autorização da família. Igor Rincon, diretor da Antecipe, plataforma de gerenciamento de vulnerabilidades, e Renoir dos Reis, líder de desenvolvimento, resolveram decifrar o conteúdo presente na página de um dos livros. Eles criaram o site “Decifre o Livro” para publicar o que conseguiram desvendar até agora e ajudar a descriptografar outras páginas que venham a surgir.Uma das páginas já foi descriptografada por Rincon e Reis e divulgada por meio do site TecMundo. “Eu achei o texto na internet. Encontrei o ‘700’ e, como é um número grande, deduzi que ‘LO’ seria referente à ‘AC’ ou ‘DC’. Atrás da data, tentei deduzir as palavras que são mais comuns quando se refere à um texto antigo e, então, encontrei os padrões”, disse Rincon.

Os dois colocaram os caracteres criptografados sobre um teclado físico para tentar compreender o padrão de criptografia utilizado por Bruno Borges. Como o restante dos livros não foi disponibilizado ao público e seguem sob a guarda da polícia, a dupla só conseguiu usar essa metodologia na página publicada na internet.

Leia o texto descriptografado por Igor Rincon e Renoir Reis:

“Caminho difícil

Por milhares de anos o ser-humano vem tentando encontrar respostas para perguntas como “qual o sentido da vida”? A filosofia que ao que tudo indica, parece ter se iniciado com Tales de Mileto em meados de 700 A.C. visa encontrar vestígios de perguntas sem respostas. A pesquisa profunda pela verdade absoluta advém da filosofia, e quando falamos a respeito de caminhos fáceis ou difíceis estamos nos referindo a esse tipo de teorema.

É fácil aceitar o que desde criança te ensinaram que é errado. Difícil é quando adulto, entender que te ensinaram errado o que desde criança você suspeitou que fosse correto. Em outras palavras, se você se enquadra em algum cujos estímulos do meio lhe determinaram certo comportamento, fazendo com que estivesse a mercê de crenças já providas e bem estabelecidas em dogmas e rituais, com uma massa concentrada de pessoas nela; ou permitindo-o ficar no conformismo, aceitando o conceito de felicidade e de sentido da vida embutido pela mídia e pela sociedade, então claramente você faz parte do caminho fácil para a busca pela verdade absoluta.

Acaso se enquadre na segunda opção, ou seja, aquele que suspeitava de todo conjunto de crenças que lhe foi enraizado, então este tem tudo para ser um investigador da veracidade nas coisas ao seu redor, entrando em um caminho mais complicado, no qual uma minoria se arrisca ou enfrenta com bravura”

Reencarnação?



O artista plástico Jorge Rivasplata, de 83 anos, foi o responsável pela escultura de Giordano Bruno presente no quarto de Bruno Borges. Ele acredita que o jovem seja a reencarnação do filósofo, queimado durante a inquisição.

“A maioria não entende, mas eu o conheço há muito tempo. Dá para acreditar que foi reencarnado Giordano Bruno nele. Não posso contar mais, a única coisa que posso dizer é que já terminou os livros que ele [Giordano] deixou inconcluso. Queria falar ao seu pai e mãe que não se preocupem, ele está bem e vem apresentar ao mundo esse projeto lindo, fantástico”, disse, em entrevista ao G1.

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