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Plano de transformar asteróides em naves pode ser real em 2030


Daqui algumas décadas os asteróides poderão ser eles mesmos postos avançados de mineração no espaço. Nobremente, eles sacrificarão seus recursos abundantes para ajudar a abrir a fronteira final para a humanidade.

Essa é a visão da empresa Made In Space, que recentemente recebeu financiamento da NASA para investigar como transformar asteróides em gigantes naves espaciais autônomas.

O projeto, conhecido como RAMA (Reconstituição de Asteróides em Mecânica Automata), faz parte do plano a longo prazo da Made In Space em permitir a colonização do espaço, ajudando fazer essa fabricação eficiente e economicamente viável fora da terra.

Segundo Jason Dunn, co-fundador da Made In Space e diretor de tecnologia, “hoje temos a capacidade de levar recursos da Terra, mas quando chegarmos a um ponto em que precisarmos de recursos no espaço, a grande questão é: onde é que vamos obter estes recursos e como poderemos entregá-los no local que precisamos? Bem, esta é uma maneira de fazer isso”.


Diagrama de como seria um asteróide convertido em uma “Seed Craft”

O Plano

A ideia da Made In Space envolve o envio de um avançado sistema robótico, chamado de “Seed Craft”, ao encontro com uma série de asteróides próximos a Terra.

O Seed Craft iria colher material das rochas espaciais e, em seguida, usar essa matéria-prima para a construção da propulsão, navegação, armazenamento de energia e outros sistemas-chave no local, isso com a ajuda de impressão 3D e outras tecnologias. Visto que Made In Space tem experiência considerável em impressão 3D (a empresa construiu as duas impressoras 3D que foram instalados a bordo da Estação Espacial Internacional em meados do ano passado).

Assim transformado o asteroide em uma nave espacial autônoma. Estes asteróides poderiam ser programados para voar a uma estação de mineração no espaço, como por exemplo a Lua ou qualquer outro lugar que ela seja necessária. Esta abordagem seria muito mais eficiente do que o lançamento de uma nova sonda de captura para cada rocha espacial que seja alvo de exploração de recursos.

Os asteróides convertidos não se assemelham a ideia tradicional de nave espacial, com motores de foguetes e circuitos eletrônicos complexos. Pelo contrário, tudo seria mecânico e relativamente rustico.



Esquema da Máquina de Anticítera


Por exemplo, o computador seria analógico, semelhante, talvez, com a Máquina de Anticítera inventada pelos gregos antigos para traçar o movimento dos corpos celestes. E o sistema de propulsão poderia ser uma espécie de catapulta que lança pedras ou outros materiais para fora do asteróide de uma forma controlada, impulsionando assim a rocha espacial na direção desejada.

Segundo Jason Dunn, a única coisa que eles querem é que o asteróide seja uma tecnologia que já exista há muito tempo.
A questão é: seria possível converter um asteroide em uma tecnologia em algum momento no futuro? A empresa acha que sim.

O projeto RAMA não está começando do zero. Impressoras 3D autônomas que usam sistemas de acionamento direto já existem, assim como os computadores mecânicos feitos de peças impressas em 3D.

Ainda assim, fazer isso acontecer exigirá avanços significativos em várias áreas, incluindo a utilização de recursos in-situ (ISRU) – o que quer dizer, usar os recursos disponíveis em solo. A empresa está contando com a NASA para dar prosseguimento a tecnologia ISRU. A tecnologia avançada ISRU será vital para dar suporte aos astronautas em Marte e em outros postos avançados fora da Terra.

Primeiros Dias

A ideia principal da Made In Space não será realizada logo no começo, porque o RAMA ainda está nos estágios iniciais.

Ano passado, o projeto recebeu para fase 1, uma doação do programa da NASA, “Innovative Advanced Concepts” (NIAC), que tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de tecnologias potencialmente revolucionárias de exploração espacial.

Quaisquer discussões sobre os cronogramas do projeto RAMA são extremamente especulativos. Mas, ainda assim, estima-se que o esforço possa exigir 20 anos ou mais de desenvolvimento tecnológico. Se for esse o caso, o primeiro Seed Craft poderá sair do chão no final de 2030.

O projeto RAMA também poderia ter aplicações aqui na Terra, pois máquinas semelhantes ao Seed Craft poderiam ser usadas para fazer diversos trabalhos com o proposito semelhante em todo o planeta.

Seria possível construir a infra-estrutura de forma autônoma em locais remotos aos poucos e converter os recursos em dispositivos úteis para as máquinas mecânicas. Isso realmente poderia resolver alguns grandes problemas na Terra, desde a habitação à construção de coisas que tornam a vida das pessoas melhor.


Fonte: space

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