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Se o homem evoluiu do macaco, por que o macaco não evoluiu?

O homem não evoluiu do macaco. Os dois pertencem a diferentes espécies da ordem dos primatas e por isso possuem algumas características similares, herdadas de um antepassado comum. Um não descende do outro. É como se, em uma árvore genealógica, ambos fossem primos distantes.


“Seres humanos, chimpanzés, micos-estrela, macacos-prego, muriquis e tantas outras espécies possuímos um ancestral comum. Isto não quer dizer que o muriqui veio do macaco-prego, ou que o homem veio do chimpanzé ou de alguma outra espécie hoje existente”, afirma o mestre em primatologia Ivan Campos, do Instituto Chico Mendes. “Quer dizer que, em um momento no passado, uma espécie se dispersou por diferentes ambientes, sofreu isolamento entre suas populações, enfrentou pressões diferentes nos diferentes ambientes, acumulou modificações sofridas ao longo das gerações e deu origem a diferentes espécies de primatas.”

O outro erro da pergunta está em pressupor que os macacos não evoluíram. A ideia de evolução não está ligada ao acúmulo de força ou inteligência, apenas à noção de mudança ao longo do tempo. Assim como o ser humano, os macacos também evoluíram, porque tiveram de passar por diversas adaptações ao seu ambiente onde vivem e, ao longo do tempo, foram mudando também sua relação com outras espécies e entre os indivíduos da mesma espécie.


Uma das forças evolutivas mais populares é a da seleção natural, descrita por Charles Darwin. Mas o que circula no boca a boca é uma definição errônea, de que os mais fortes sobrevivem. Na verdade, ela afirma que quem sobrevive são os mais aptos, aqueles que conseguem se adaptar e superar situações adversas – seja escapando de um predador com a capacidade de se camuflar, alterando sua alimentação em um período de seca, ou conseguindo armazenar mais água no corpo, por exemplo.


“Estaria o ser humano tão apto a sobreviver em seu ambiente como seus parentes primatas? Em caso afirmativo, por que então o ser humano destrói tanto o ambiente em que vive e os recursos de que ele mesmo necessita? É de se pensar, não é?”, provoca o pesquisador.

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