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Conheça Michel Temer, o novo presidente do país

Considerado discreto e hábil negociador, o advogado e professor de direito Michel Miguel Elias Temer Lulia (PMDB), 75, chega à Presidência da República, o maior desafio de sua trajetória, de forma interina, com uma larga experiência política e algumas suspeitas. Em 2016, com a fama de gostar do que faz, ele completa 35 anos de política partidária –sua militância começou, porém, há mais de 50 anos.



O presidente interino, nascido em 1940 na cidade de Tietê (a 143 km a noroeste da capital paulista), filiou-se ao PMDB em 1981, época em que o partido liderava a oposição à ditadura e Franco Montoro era senador e o principal líder da legenda em São Paulo. Temer é o segundo pupilo de Montoro a chegar à Presidência da República –o primeiro foi Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Filho de imigrantes libaneses que chegaram ao Brasil na década de 1920, Temer nasceu e foi criado no interior paulista. Em 1963, graduou-se em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde atuou ativamente na política estudantil. No mesmo ano, ele passou a trabalhar como advogado trabalhista. Na década de 1960, trabalhou como oficial de gabinete de José Carlos de Ataliba Nogueira e em um escritório de advocacia fundado por ele e outros três advogados. Temer começou a lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1968 e na Faculdade de Direito de Itu no ano seguinte. Em 1974, concluiu um doutorado em direito público na PUC-SP.
Em 1970, Temer foi empossado procurador do Estado de São Paulo. Em 1978, tornou-se procurador-chefe da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo. No mesmo período em que era servidor público, trabalhou no escritório de advocacia de seu irmão. Mais tarde, abriu um novo escritório com outros três advogados. Em 1982, publicou o best-seller Elementos de Direito Constitucional. Ele também publicou outros quatro livros relacionados às áreas jurídica e política. Posteriormente escreveu Anônima Intimidade, um livro de poemas e ficção escrito durante suas viagens entre São Paulo e Brasília.

Em 1981, Temer filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1983, foi nomeado pelo governador Franco Montoro para a Procuradoria-Geral do Estado, permanecendo neste cargo até 1984, quando assumiu a secretaria de Segurança Pública. 

Em 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte, mas obteve a suplência. Temer acabou tornando-se deputado no decorrer da Assembleia Nacional Constituinte, e defendeu a legalização do aborto e o presidencialismo e posicionou-se contrário a temas como a pena de morte, a estabilidade no emprego e a reforma agrária.

Em 1990, concorreu a deputado federal, mas novamente atingiu a suplência. Durante o governo de Fleury Filho voltou a comandar a Procuradoria-Geral do Estado e, poucos dias após o Massacre do Carandiru, foi nomeado secretário de Segurança Pública.


Após ter sido eleito deputado federal em 1994, Temer foi escolhido para líder do PMDB na Câmara. Contando com o apoio do governo Fernando Henrique Cardoso, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em 1997 e 1999. Em 2001, foi eleito Presidente Nacional do PMDB. Com a vitória em 2002 de Lula da Silva, Temer tentou sem sucesso fazer com que seu partido integrasse o novo governo, apesar de não o ter apoiado. No segundo mandato de Lula, Temer conseguiu com êxito tornar o PMDB parte da base governista. Em 2009, com o apoio do governo, foi eleito para a presidência da Câmara. Na disputa presidencial de 2010, apesar de não ser o nome preferido dos governistas, conseguiu ser escolhido para candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff.

Com a vitória de ambos, ele foi empossado vice-presidente em janeiro de 2011. No primeiro mandato, foi considerado por si próprio e pelo partido como um "vice decorativo". No segundo, ganhou mais poder ao comandar a articulação política. No entanto, após desentendimentos públicos com a presidente, Temer articulou pessoalmente o apoio ao afastamento de Dilma.

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